Os vintage, partilha de experiências

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Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por altc em Qua 22 Fev 2017, 13:17

O que segue não é para dar lições a ninguém é só uma partilha da minha experiência e do pouco que fui aprendendo nesta caminhada

As três características essenciais para a avaliação de um relógio vintage são: condição, condição e condição. Claro que o relógio tem que ser original (as únicas excepções aceitáveis são o vidro e, por vezes, a coroa).

Se há coisa que aprendi ao longo do tempo foi que é melhor pagar de mais por um relógio em excelente estado do que pagar pouco por um relógio em fracas condições. São muitos os casos em que deixei passar alguns excelentes exemplares porque me pareciam caros e pensava que podia comprar mais barato mesmo em piores condições e pô-lo excelente. Engano meu, gastei sempre muito dinheiro e nunca fiquei satisfeito. No longo prazo o dinheiro investido num bom exemplar é sempre recuperável, num mau exemplar quase nunca é.

É sempre melhor ter uma boa peça que três ou quatro assim-assim.

Outro factor essencial é ter, sempre, um ou dois relojoeiros de confiança que compreende e respeita os relógios vintage e que faz o que é pedido nem que seja necessário deixar instruções escritas num cartãozinho (quando formos levantar o relógio não queremos surpresas do tipo: “ai não era para polir???”)

É sempre possível obter bons exemplares a preços razoáveis, só é necessário conhecimento e paciência para peneirar o muito lixo que vai aparecendo. Conhecer comerciantes ou “garimpeiros”, fazer amigos no meio, fazer-lhes saber o que nos interessa e esperar. É difícil ter paciência, eu sei, mas as oportunidades aparecem e, se os nossos contactos, souberem o que procuramos vão contactar-nos em primeiro lugar.

Nunca ter pressa em fechar negócio, principalmente se a pressa for do vendedor. Ver, com atenção, o relógio em mão ou em fotografias de alta resolução e tapar os ouvidos à conversa do vendedor, ou seja, comprar só de acordo com a nossa avaliação do que estamos a ver, afinal de contas, vamos comprar o que vemos e não o que nos dizem. Eu até já tive situações em que pedi para o vendedor se calar porque me estava a atrapalhar na minha avaliação do que tinha na mão… Ah, e cuidado com lupas a olhar para relógios vintage…

No valor a negociar contar sempre com o valor da revisão, pelo sim, pelo não…

Quando dá aquele vazio que nos impele a comprar e, talvez precipitadamente, a gastar dinheiro que faz falta para melhores peças, respirar fundo e estudar mais um pouco sobre aquela marca ou modelo que tanto nos diz. Coleccionar não é só comprar, isso é amontoar…

Outra dificuldade é manter o foco. Porquê comprar isto e aquilo, tudo o que aparece sem rumo definido? Não é melhor e mais fácil ter um foco que possamos conhecer melhor porque lhe dedicamos mais tempo e, com mais conhecimento, fazemos menos asneiras? Uma marca, um modelo, uma complicação (cronógrafos ou triple date, p.ex), uma função (alarmes, divers…), tudo isto é possível.

Cada um tem que fazer o seu caminho e ir aprendendo com os erros mas, se me tivessem alertado, não tinha cometido tantos…

altc

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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Sansoni7 em Qua 22 Fev 2017, 13:33

Antes de mais nada...obrigado pelo post/lição.
Reconheço que me é difícil esperar, sob pena de poder estar a deixar fugir determinado negócio.
______________
Quando adquirimos um determinado relógio vintage em que o mostrador está de facto em mau estado, o que é melhor, restaurar ou simplesmente limpar.
E quanto ao aspecto geral ( caixa, vidro, coroa) restaura-se, «dá-se um toque» ou «fica como está»?
__
Edit: quais os requisitos para que se possa considerar um determinado relógio, como um «Vintage»?
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por lucatorelli em Qua 22 Fev 2017, 23:41

eu prefiro que fique como esta
apenas se mete peça nova caso a original tenha desaparecido ou esteja inaproveitavel . tento sempre que as peças de origem fiquem la . so quando nao ha mais nada a fazer . para mim so uma limpeza em caso de sujidade e siga para bingo .
agora tirar uma peça velha e meter nova so por ficar mais lindo nao . a unica coisa em que nao facilito sao nas braceletes de pele caso è na maior parte das vezes da me razáo ( trocar sempre ) e logico os pernos para essa bracelete .
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Sansoni7 em Qui 23 Fev 2017, 09:36

Pois é....
Acredito que o «aspecto geral» do relógio também pesará e muito na decisão do restauro/limpeza.
Ou seja, uma análise custo/aspecto geral do relógio antes de uma compra é importante....provavelmente mais do que o «peso da marca» ou os anos do item.
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Santos_Latino em Dom 26 Fev 2017, 13:06

Dúvida:
Eu possuo diversos relógios de colecção digitais dos anos 80 inícios de 90.
Devo guarda-los com as respectivas baterias ou não?
Aguardo com agradecimento as sábias dicas dos entendidos

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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por lucatorelli em Dom 26 Fev 2017, 19:39

eu se fosse a ti retirava as baterias se estiverem mortas e deixa va as la em caso de estarem vivas
mas vigiando sempre
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Sansoni7 em Dom 26 Fev 2017, 22:07

Tenho um Seiko digital que foi salvo pelo Paulo Girão por uma pilha ter derramado.....




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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Santos_Latino em Dom 26 Fev 2017, 23:32

Grato pela ajuda
Procederei de acordo, vou verificar mensalmente se os relógios estão "on" ;-)
Se as baterias estiverem gastas vou retirá-las
ps - continuo na Gratificante missão de adquirir relógios das décadas de 80/inícios de 90
Cumprimentos

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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Sansoni7 em Seg 27 Fev 2017, 08:53

@Santos_Latino escreveu:Grato pela ajuda
Procederei de acordo, vou verificar mensalmente se os relógios estão "on" ;-)
Se as baterias estiverem gastas vou retirá-las
ps - continuo na Gratificante missão de adquirir relógios das décadas de 80/inícios de 90
Cumprimentos

E quando nos mostras essas aquisições?
Já agora, como fazes para determinar o ano do seu «nascimento»? Question
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por m84 em Seg 27 Fev 2017, 09:01

@Sansoni7 escreveu:
@Santos_Latino escreveu:Grato pela ajuda
Procederei de acordo, vou verificar mensalmente se os relógios estão "on" ;-)
Se as baterias estiverem gastas vou retirá-las
ps - continuo na Gratificante missão de adquirir relógios das décadas de 80/inícios de 90
Cumprimentos

E quando nos mostras essas aquisições?
Já agora, como fazes para determinar o ano do seu «nascimento»? Question

Isso depende de cada fabricante. Por norma, a maior parte tem algum tipo de numero de serie e a partir daí consegue-se determinar o ano +/-. Noutros casos, há que fazer uma pesquisa mais aprofundada, pelo mecanismo e outros aspectos visuais (tamanho, forma, materiais etc) do relógio que possam indicar a época geral do seu fabrico. Cada caso é um caso! study
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Sansoni7 em Seg 27 Fev 2017, 09:05

Gostei particularmente do " study " Very Happy
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por m84 em Ter 28 Fev 2017, 00:08

Voltando ao assunto do tópico.

Eu não sou colecionador nem sequer tenho muitos relógios. Aliás, em termos de experiência 'real' confesso que até tenho pouca.
O que faço muito é ver, ler, estudar e tentar aprender o mais possível junto de quem sabe. Isso tem me levado a conhecer pessoas muito interessantes e conhecedoras, e peças ainda mais interessantes! Apesar disto, (e mais uma vez) concordo com tudo o que o altc disse.

Como todos nós, se pudesse, claro que teria uma série de relógios que hoje em dia apenas vejo noutros pulsos! Mas acho que esta falta de capacidade também me faz apreciar cada vez mais certas peças, pois vou aprofundando o meu conhecimento, compreendendo e apreciando as suas nuances etc... Soa um pouco foleiro eu sei, mas acho que me faço entender. Razz

Gostei especialmente do comentário do manter foco. Como gestor da conta Instagram do fórum, vejo centenas de fotografias de relógios diariamente, de diversos tipos de relógios e de pessoas. E há de facto alguma homogeneidade geral nos colecionadores atuais (mais uma vez, a minha experiência não é muita) mas nota-se que são poucos os que seguem uma linha mais ou menos especifica, seja ela qual for. A maior parte tem variantes dos 'clássicos-base': Rolex Subs, Daytonas, Explorers e GMTs, Omega Speedmasters, Seamasters ou Connies, PP Nautilus, Calatravas etc, AP Royal Oaks, uns Zenith, Longines e UGs Compax variados e pouco mais... Mas volta e meia lá encontro um que só tem, por exemplo, relógios dos anos 40, crono ou não, mas tudo do mesmo género e estilo, cada um com as suas diferenças. Ou então, divers menos conhecidos dos anos 50/60 apenas!

Se pudesse, também gostaria de ter os meus clássicos-base (e já são alguns!), mas gosto de ver que de facto há outras coisas por aí. Só é tramado porque agora ando à procura de relógios dos anos 40 tipo tre-tacche! Razz

Enfim, como ligeiro complemento ao que foi dito em cima:
- Em relação ao poupar ou não, salvo algumas excepções, o preço que nós achamos 'caro' na altura, poderá tornar-se 'barato' uns anos mais à frente. Por isso se for possível, investir um pouco mais num relógio em melhores condições.

- Buy the seller, not the watch!, muito livremente: 'compre' o vendedor e não o relógio. Ou seja, é (quase?) sempre melhor pagar um pouco mais de um vendedor de confiança, do que menos por um que não o seja, por diversas razões já explicadas.

Cumprimentos,
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Re: Os vintage, partilha de experiências

Mensagem por Sansoni7 em Ter 28 Fev 2017, 11:01

Sim.... Também acredito que as "pechinchas" são cada vez mais difíceis de encontrar.
Por mim, continuarei a tentar.....
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Re: Os vintage, partilha de experiências

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